Minas

Estudante de Medicina É Investigado por Estupro e Teria Buscado Adolescentes em Shoppings de Bh

Um estudante de medicina de 23 anos, identificado como Manoel Antonio Januario Filho, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de estupro e registro não autorizado de intimidade sexual.

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Segundo depoimentos reunidos no inquérito, ele também teria frequentado shoppings próximos a escolas particulares de Belo Horizonte em busca de adolescentes.

Relato aponta abordagens em horário de almoço

De acordo com um amigo ouvido pela Polícia Civil, o investigado costumava ir a shoppings no horário do almoço para observar e abordar estudantes menores de idade.

Em alguns casos, segundo o depoimento, ele teria se aproximado pessoalmente das adolescentes. Em outros, buscaria os perfis delas nas redes sociais para enviar mensagens.

O mesmo relato aponta que o estudante teria se relacionado com alunas de uma das escolas mencionadas na investigação.

Investigado era chamado de “Maníaco”, diz inquérito

Ainda segundo o material reunido pela polícia, Manoel teria se autodenominado “Lobo Mau” e também seria conhecido pelo apelido de “Maníaco”.

Essas referências constam nos depoimentos e documentos da investigação e não representam, por si só, conclusão judicial sobre os fatos.

Mulheres relataram violência sexual

O inquérito reúne relatos de mulheres que afirmam ter sofrido violência sexual atribuída ao estudante.

Em um dos casos, uma mulher afirmou que concordou em manter relação sexual apenas com o uso de preservativo, mas que o investigado teria ignorado essa condição e também pedidos para interromper o ato.

Ela relatou ainda uso de força física e procurou atendimento médico posteriormente por causa de dores.

Outra jovem relatou tentativa de estupro

Uma segunda mulher afirmou à polícia que, em 2025, teria sido levada ao apartamento do estudante e que ele tentou forçá-la a manter relação sexual apesar das recusas.

Segundo o depoimento, a situação só terminou após ela ameaçar pular da janela.

Polícia apura gravações sem consentimento

Além dos relatos de violência sexual, a investigação apura a produção e o compartilhamento de imagens íntimas sem autorização.

Testemunhas disseram ter visto no celular do investigado vídeos e fotos de relações sexuais que teriam sido gravadas sem o consentimento das mulheres.

A polícia também apura se parte desse material foi compartilhada em um grupo de WhatsApp com outros estudantes.

Celulares, tablets e HD foram apreendidos

Com autorização da Justiça, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do estudante.

Foram recolhidos smartphones, tablets e um dispositivo de armazenamento de 1 TB.

Também houve quebra de sigilo telemático e de contas de armazenamento em nuvem para análise de arquivos e dados relacionados ao caso.

Investigado diz que relação foi consensual

Em depoimento, Manoel afirmou que a relação sexual investigada teria sido consensual.

Durante o interrogatório, após questionamentos sobre a interrupção do ato, a defesa interveio e o estudante passou a exercer o direito de permanecer em silêncio.

A defesa também informou que não comentaria o conteúdo da investigação devido ao sigilo do caso.

O indiciamento representa uma conclusão da investigação policial e não equivale a condenação. O caso ainda seguirá para análise do Ministério Público e da Justiça.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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