Suspeito de 27 anos disse que a publicação era uma brincadeira com amigos e que a foto era antiga. Ele foi liberado após pagar fiança, e o celular foi apreendido para perícia.

A Polícia Civil da Bahia prendeu em flagrante, no município de Ubatã, no sul do estado, um homem de 27 anos suspeito de crime eleitoral. Ele é investigado por oferta ou promessa de dinheiro em troca de voto.
Denúncias anônimas levaram à prisão
O caso começou depois que a Justiça Eleitoral recebeu denúncias anônimas sobre uma publicação no Instagram. No post, o suspeito aparecia exibindo uma grande quantia em dinheiro e chamando eleitores para apostas eleitorais.
Uma guarnição da Polícia Militar localizou o homem e o apresentou à Justiça Eleitoral, que determinou a lavratura do flagrante e a apreensão do celular dele.
A versão do suspeito
Em interrogatório, o homem negou qualquer oferta ou intenção de comprar votos. Ele alegou que a publicação era uma brincadeira privada com amigos e que usou uma foto antiga, em que aparecia com valores que, segundo ele, já haviam sido gastos em maio de 2026 na compra de uma casa.
A defesa apresentou ao processo um contrato particular de compra e venda de um imóvel no valor de R$ 95 mil.
Liberado após pagar fiança
O suspeito foi liberado após pagar fiança de R$ 3.242. Ele vai responder ao processo e se comprometeu a não mudar de endereço sem avisar as autoridades.
O celular apreendido foi enviado para perícia na coordenação da FICCO, em Ilhéus. O flagrante foi comunicado ao juiz, ao Ministério Público e à Defensoria Pública.
Como o caso ainda está em apuração, o homem é tratado como suspeito, e a Justiça decidirá se houve ou não crime.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
A regra é a mesma em todo o país, inclusive em Sete Lagoas e em Minas Gerais: oferecer ou prometer dinheiro, bens ou vantagens em troca de voto é crime eleitoral, mesmo que a oferta aconteça pelas redes sociais. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, quem presenciar ou tiver conhecimento de compra de votos pode denunciar à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral.
O Veja Minas acompanha os casos de crimes eleitorais e os desdobramentos do segundo turno em todo o estado.




