Parlamentar foi detido na madrugada de segunda-feira (19) e liberado após depor, por causa da imunidade. A assessoria diz que ele estava sob efeito de medicamentos fortes e nega que tenha sido preso.

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19) após a arma dele disparar em uma balada no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Segundo o g1, ele foi levado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, prestou depoimento e foi liberado, porque não pode ficar preso por ter imunidade parlamentar.
O deputado tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
O que dizem as testemunhas
Segundo testemunhas ouvidas pelo g1, Aguiar estaria embriagado e incomodando pessoas na festa. Após uma confusão, ele teria caído no chão, e um disparo foi efetuado com a arma dele. Em outra reportagem, o g1 informa que testemunhas do bar relataram que o deputado abordava mulheres antes do disparo.
Essas são versões de testemunhas; o g1 diz que ele tem porte federal da arma, que foi apreendida pela polícia para perícia.
Houve ferido?
A Polícia Militar disse que não havia registro de feridos. Depois, o g1 informou que o tiro atingiu o apresentador Fred Bruno, da TV Globo, que relatou: “Senti um impacto muito grande no meu pé.” Segundo o g1, ele está bem, não apresenta o Globo Esporte nesta segunda (19) e deve voltar ao programa na terça (20).
O que diz o deputado
Em nota, a assessoria de Marcelo Aguiar afirmou que o parlamentar “estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão”. A nota diz que “em nenhum momento o deputado foi preso”, que ele apenas prestou esclarecimentos e foi liberado, que está em casa e passará por consulta médica. O texto reitera que ele “confia na Justiça”.
O que diz o bar
O estabelecimento, a Santo Cupido, afirmou em nota que houve um incidente envolvendo um frequentador na madrugada de 19 de outubro, que a equipe acionou as autoridades, que colabora com as investigações e que não fará outros comentários.
A placa oficial do carro
O deputado estava em um carro com placa de veículo oficial da Alesp, mas o carro não consta na lista oficial de veículos do deputado, segundo o g1. A reportagem lembra que o uso de placa falsa pode caracterizar o crime de adulteração de sinal identificador de veículo, com pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa. O material não informa se esse crime foi investigado neste caso.
Conselho de Ética
A Alesp informou que as deputadas estaduais Ediane Maria e Monica Seixas (PSOL) acionaram, nesta segunda, o Conselho de Ética para avaliar os fatos envolvendo o deputado. Caberá ao Conselho analisar a denúncia e seus desdobramentos.
Quem é
Aguiar é cantor sertanejo gospel. Nas eleições de 2026, ele recebeu 37.585 votos e não foi reeleito, mas ficou como suplente para a próxima legislatura. Na biografia da Alesp, sua atuação é associada à defesa de princípios éticos e da “moral cristã”.
O que ainda não foi esclarecido
No material disponível, não constam:
- quais crimes serão investigados e o resultado da perícia na arma;
- o resultado de exame de embriaguez, se houve;
- a origem da placa do veículo e quem autorizou o uso;
- o ferimento de Fred Bruno, além do que ele relatou e de que está bem;
- a conclusão do Conselho de Ética.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
O caso aconteceu em São Paulo, e o material disponível não cita Sete Lagoas nem Minas Gerais. Ele interessa ao debate público por envolver um parlamentar, arma de fogo, imunidade parlamentar e o uso de placa oficial, temas que valem para o Brasil inteiro.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novidades da perícia, da polícia ou do Conselho de Ética.
Informações: g1 São Paulo, TV Globo e Metrópoles.




