A família de uma criança de 4 anos denuncia suposto descaso no atendimento prestado após a menina ser ferida no braço por uma lâmina de barbear dentro de uma escola municipal de Sete Lagoas.

O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (17). Segundo a mãe da vítima, outra criança estava com a lâmina e teria provocado o ferimento.
Família questiona atendimento da escola
De acordo com o relato da mãe, a escola acionou as famílias das duas crianças e registrou uma ata sobre o ocorrido.
Ela afirma, porém, que os primeiros socorros teriam se limitado à lavagem do ferimento com água e secagem com papel.
A responsável também questiona o fato de não terem sido acionados imediatamente atendimento médico ou a polícia.
Mãe diz ter enfrentado dificuldades para registrar ocorrência
Após deixar a escola, a família tentou registrar boletim de ocorrência.
Segundo a mãe, houve dificuldade para formalizar o caso por falta de acompanhamento do Conselho Tutelar e de dados completos da outra criança envolvida.
Ela afirma que procurou o órgão e que uma conselheira teria minimizado a situação inicialmente.
Atendimento no hospital terminou em novo conflito
A criança foi levada posteriormente ao Hospital Municipal para avaliação médica.
Segundo a mãe, durante o atendimento houve um desentendimento com a conselheira tutelar sobre a necessidade de exames e procedimentos.
A Polícia Militar acabou sendo acionada.
O registro policial menciona um “princípio de atrito verbal e exaltação entre as partes envolvidas”.
Criança iniciou uso de PEP
A mãe afirma que a filha passou a utilizar PEP por 28 dias, como medida preventiva devido ao risco biológico relacionado ao contato com a lâmina.
A família também reclama que o objeto não teria sido recolhido para análise.
Prefeitura diz que caso está sendo acompanhado
A Secretaria Municipal de Educação informou que tomou conhecimento da ocorrência e acionou a unidade escolar para levantar informações e orientar a equipe gestora.
Segundo o município, o objeto levado por uma das crianças foi retirado assim que a situação foi identificada e os responsáveis foram comunicados.
A Prefeitura afirma ainda que as famílias estão sendo acolhidas e que o caso é acompanhado pela equipe da Secretaria, com participação da gestão escolar, equipe psicossocial e demais profissionais envolvidos.
A Polícia Civil informou que apura o caso.
As críticas ao atendimento do Conselho Tutelar partem da família e ainda não representam conclusão oficial sobre eventual falha funcional.




