Em vídeo de campanha, candidato do PL diz que vai “devolver a segurança” à população, critica o governo Lula e cita o Porto de Santos. Várias afirmações não foram verificadas.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentou em um vídeo de campanha [data e perfil: confirmar] um pacote de propostas para a segurança pública, na reta final do segundo turno, que será decidido em 25 de outubro. O adversário é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tudo o que está abaixo é promessa ou declaração do candidato, em material de campanha.
O que Flávio promete
- Fronteiras: as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) vão “tomar conta das fronteiras de verdade”, com tropas de elite.
- Portos: a Marinha vai fiscalizar contêineres, com uso de tecnologia e inteligência artificial.
- “Smart Brasil”: programa inspirado no Smart Sampa, de São Paulo, com mais de 1 milhão de câmeras, em parceria com estados e prefeituras, todas conectadas.
- Banco de dados: com as câmeras e os dados integrados, ele diz que, por exemplo, um agressor de mulher que agredisse alguém no Rio de Janeiro e estivesse em Brasília seria localizado pela polícia e preso.
- Cadastro nacional de pedófilos: ele promete colocar o cadastro em funcionamento.
- Ruas: “As ruas vão voltar a ser nossas e não dos marginais”, diz. Ele promete brigar com ladrões de celular, traficantes e assaltantes.
O que ele diz sobre o governo Lula
Flávio afirma que “está todo mundo com medo nas ruas” e que, “sob o governo Lula, o Brasil está subordinado às organizações terroristas”. Também diz que o Porto de Santos, que é uma área federal, seria “o segundo porto que mais exporta cocaína no mundo”, o que chama de “recorde” do atual governo. Ele ainda afirma que Lula não colocou no ar o cadastro nacional de pedófilos, embora a lei esteja em vigor, e diz que o presidente “briga com todo mundo”, inclusive com quem está “a 10 mil quilômetros de distância”, mas “não briga por você”.
Essas afirmações são do candidato. O vídeo não apresenta dados nem fontes para sustentá-las, e elas não foram verificadas pelo Veja Minas.
O que ainda não foi esclarecido
No material disponível, não constam:
- o custo e o prazo do “Smart Brasil”, e quem pagaria pelas câmeras;
- como seriam protegidos os dados de quem circula nas ruas, nem a base legal do cruzamento de informações;
- como as Forças Armadas atuariam nas fronteiras e nos portos, e em quais condições legais;
- fontes para os dados sobre o Porto de Santos, o “recorde” e a situação do cadastro de pedófilos;
- a resposta de Lula e da campanha do PT às críticas.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
A segurança pública é um dos temas centrais da eleição e preocupa moradores de Sete Lagoas e de todo o estado. Parte das propostas, como as câmeras integradas, dependeria de parcerias com estados e prefeituras, o que envolveria também o governo de Minas e prefeituras mineiras. O material disponível não detalha como isso funcionaria.
O Veja Minas acompanha as propostas dos candidatos e atualiza a matéria assim que houver resposta da campanha de Lula ou informações que confirmem ou contestem os dados citados.
Informações: vídeo de campanha de Flávio Bolsonaro [perfil e data].




