Empresário reagiu à proposta do presidente de liberar seus sigilos e os de parentes caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo. Ele chamou o desafio de “jogo de cena” se ficar restrito ao que for “conveniente”.

O empresário Pablo Marçal reagiu à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de abrir os sigilos dele e de sua família caso o candidato Flávio Bolsonaro (PL) faça o mesmo. Marçal afirmou estar disposto a abrir seus próprios sigilos e os de suas dezenas de empresas, desde que Lula também revele informações que permanecem protegidas por sigilo. As informações são do portal Diário 360, de terça-feira (20).
Segundo manchete publicada pelo g1 nesta terça, Lula protocolou documento no TSE e no STF dizendo que libera a divulgação de sigilos dele e de parentes se Flávio também o fizer. O segundo turno acontece em 25 de outubro.
O que Marçal pede
De acordo com o texto, Marçal cobra transparência sobre:
- gastos do cartão corporativo;
- registros de uso de telefone;
- dados telemáticos;
- informações submetidas a sigilo de cem anos.
Ele também criticou despesas e viagens relacionadas à Presidência e afirmou que, se Lula realmente quiser fazer da quebra de sigilos um teste de transparência, deveria aceitar uma abertura ampla, que permita examinar gastos e comunicações do governo.
“Jogo de cena”
Para Marçal, o desafio de Lula seria uma espécie de “jogo de cena” se ficar restrito ao que for conveniente ao presidente: ele diz que abre tudo, mas cobra que Lula faça o mesmo, “sem atalhos, seletividade ou áreas blindadas por sigilos”. O empresário questionou a disposição do presidente de apresentar apenas informações financeiras que considera pouco relevantes.
Essas afirmações são opinião de Marçal, e o texto não apresenta números, documentos nem exemplos que as sustentem.
O que ainda não foi esclarecido
No material disponível, não constam:
- a resposta de Lula, da campanha do PT e de Flávio Bolsonaro à fala de Marçal;
- quais gastos e viagens Marçal critica, nem valores;
- quais informações estariam sob o sigilo de cem anos citado por ele;
- se Marçal vai de fato divulgar seus sigilos e os de suas empresas, ou como;
- quais sigilos Lula e Flávio concordariam em abrir, em caso de acordo.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
O assunto envolve disputa nacional e não cita Sete Lagoas nem Minas Gerais. Ele interessa ao eleitor mineiro porque o tema da transparência dos candidatos e do governo entrou no debate da reta final do segundo turno, e Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver resposta de Lula, de Flávio ou de suas campanhas.
Informações: Diário 360 e g1.




