Uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, Região Norte de Belo Horizonte, foi afastada das salas de aula após ser flagrada por câmeras de segurança esfregando uma prova no rosto de um aluno de 8 anos.

O caso aconteceu na quinta-feira (17), durante o encerramento das aulas de uma turma do 3º ano do ensino fundamental.
Câmeras registraram o momento
As imagens mostram a professora caminhando entre as carteiras enquanto devolvia avaliações corrigidas aos estudantes.
Ao se aproximar do menino, ela estendeu o braço e passou a folha diretamente no rosto da criança, diante dos demais alunos da sala.
Após o episódio, a família procurou a direção da escola e registrou ocorrência junto às autoridades.
Aluno foi transferido de turma
Depois da confirmação do episódio pelas câmeras internas, a escola decidiu retirar o estudante da turma em que estava.
Ele passou a ficar sob responsabilidade de outra professora como medida de proteção.
Mãe diz que escola já havia relatado inquietação do filho
A mãe da criança, Leilane Braga, afirmou que a coordenação da escola já havia relatado anteriormente que o menino apresentava sinais de inquietação em sala de aula.
Entre os comportamentos citados estavam idas frequentes ao banheiro, saídas para beber água e demora na conclusão de atividades.
A família, no entanto, afirma que o estudante tem bom desempenho escolar e facilidade de aprendizagem.
Secretaria abriu processo administrativo
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que a professora foi afastada e que um Processo Administrativo Simplificado foi instaurado para apurar a conduta.
Segundo o órgão, a profissional terá direito de defesa durante o procedimento.
O Núcleo de Atendimento Educacional também foi acionado para prestar apoio psicológico e pedagógico ao estudante.
Caso segue em apuração
A Secretaria informou ainda que o episódio foi formalizado pela escola e que as providências administrativas estão em andamento.
Até o momento, não há registro oficial de outros casos semelhantes envolvendo a professora na unidade nos últimos seis meses.
A apuração deverá definir se haverá novas medidas ou sanções funcionais.




