Demissões atingiram mães de crianças com deficiência, e vereadores, inclusive da base de Douglas Melo, cobram critérios; Prefeitura publicou decreto de contenção de gastos, mas não há decisão oficial sobre atraso de pagamentos

A situação financeira da Prefeitura de Sete Lagoas tem provocado preocupação entre servidores e vereadores. Com a queda na arrecadação municipal e o início de cortes de pessoal, surgiram alertas sobre o risco de atraso nos salários e a possibilidade de parcelamento do décimo terceiro.
Esses riscos foram levantados nas discussões sobre o tema e não são decisões oficialmente confirmadas pela administração. Na terça-feira (20), a Prefeitura publicou um decreto com medidas de contenção de gastos e criou comissões para analisar despesas e acompanhar a aplicação dos recursos públicos.
Quem foi atingido pelas demissões
Os desligamentos atingiram profissionais contratados, entre eles mães de crianças com deficiência que, segundo os relatos, dependem do emprego para sustentar a família e custear tratamentos.
Durante sessão na Câmara Municipal, trabalhadoras relataram:
- Desligamentos inesperados;
- Dispensas ocorridas inclusive após a renovação de contratos;
- Falta de explicação, e pediram esclarecimentos à administração.
Reação na Câmara
A situação provocou reação de vereadores, inclusive de integrantes da base do prefeito Douglas Melo (PSD). Os parlamentares:
- Questionaram os critérios usados para as dispensas;
- Defenderam a revisão de despesas com cargos de maior remuneração antes de novos cortes entre trabalhadores com salários menores.
A fonte não identifica quais vereadores fizeram as cobranças.
O que diz o decreto
Segundo a fonte, o decreto publicado na terça-feira (20):
- Estabelece medidas de contenção de gastos;
- Cria comissões responsáveis por analisar despesas e acompanhar a aplicação de recursos públicos.
O número do decreto e a lista detalhada das medidas não foram informados: [número e principais medidas do decreto].
Contexto
O pagamento dos salários sem atraso foi uma das promessas de campanha de Douglas Melo, eleito em 2024. As regras municipais para contratação temporária, publicadas no Diário Oficial, preveem a dispensa de contratados em diferentes situações, entre elas por interesse da administração pública.
O cenário também ocorre em meio a relatos de divergências políticas entre o prefeito Douglas Melo e o ex-prefeito Duílio de Castro. Não há, porém, comprovação de que essas divergências tenham motivado as demissões.
O que ainda não foi esclarecido
- Quantos contratados foram dispensados e em quais secretarias;
- Quais critérios a Prefeitura usou para definir os desligamentos;
- De quanto foi a queda na arrecadação e em que período;
- Se há risco concreto de atraso nos salários de novembro e dezembro ou de parcelamento do 13º;
- O número do decreto e o detalhamento das medidas de contenção;
- Se haverá cortes em cargos comissionados ou de maior remuneração, como pedem vereadores;
- A posição oficial da Prefeitura sobre as demissões e a situação financeira. [resposta da Prefeitura]
Antes de compartilhar
Mensagens sobre atraso de salário ou parcelamento do 13º costumam circular em grupos antes de qualquer anúncio. Até o momento, não há decisão oficial sobre isso. Confirme sempre em canais oficiais da Prefeitura, no Diário Oficial do Município ou com o sindicato da categoria.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
A situação afeta diretamente o funcionalismo de Sete Lagoas e famílias que dependem dos contratos com a Prefeitura, além do comércio local, que sente o impacto de qualquer mudança no calendário de pagamento dos servidores. Servidores com dúvidas sobre seus contratos ou pagamentos podem procurar o setor de Recursos Humanos da Prefeitura, o sindicato da categoria e os vereadores na Câmara Municipal.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações. O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Sete Lagoas.




