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Trump Diz na Onu Que Eua Podem Usar “Poderio Militar Incomparável” na América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que o país poderá utilizar seu poder militar na América Latina para proteger o que classificou como “interesses nacionais vitais” dos Estados Unidos.

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A declaração ocorreu enquanto Trump defendia as ações de seu governo contra cartéis de drogas e organizações criminosas na região.

Trump fala em uso de força militar

Durante o pronunciamento, Trump citou as ações norte-americanas na Venezuela e afirmou que Washington não pretende permitir o avanço de grupos considerados ameaças aos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

“Se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, declarou.

A fala reforça a política adotada pelo governo norte-americano de ampliar a atuação militar contra organizações classificadas por Washington como ligadas ao narcotráfico.

Presidente compara cartéis ao Estado Islâmico

Trump também comparou cartéis latino-americanos ao grupo terrorista Estado Islâmico.

Segundo ele, sua administração passou a classificar cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e mobilizou as Forças Armadas norte-americanas em operações contra esses grupos.

“Os cartéis são o Estado Islâmico do hemisfério ocidental”, afirmou.

A classificação e o uso de força militar contra grupos criminosos na região têm provocado debates sobre soberania e os limites da atuação dos Estados Unidos em outros países.

Cuba também foi alvo do discurso

O presidente norte-americano também falou sobre Cuba e afirmou que o governo da ilha enfrenta forte pressão.

Trump chegou a prever uma mudança política no país.

“É um regime absolutamente falido, um Estado falido. E vai cair”, declarou.

Segundo o presidente, o secretário de Estado Marco Rubio mantém negociações relacionadas ao governo cubano.

Trump discursou depois de Lula

Trump foi o segundo chefe de Estado a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, logo depois do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula havia defendido, em seu pronunciamento, a soberania brasileira e afirmado que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional, mas não intervenção estrangeira.

Apesar da expectativa de um possível encontro entre os dois presidentes nos bastidores da ONU, não houve reunião entre Lula e Trump durante a troca de discursos.

América Latina ganha espaço na política dos EUA

As declarações de Trump ocorrem em um momento de maior presença militar e diplomática dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.

O governo norte-americano sustenta que as ações são necessárias para combater cartéis, narcotráfico e ameaças à segurança nacional.

Governos e setores políticos da região, por outro lado, discutem os impactos dessa estratégia sobre a soberania dos países latino-americanos.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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